29-06-2006

 

GOVERNO FLEXIBILIZA EXPANSÃO DO PARQUE NACIONAL

 

 

A área de ampliação do Parque Nacional da Serra da Canastra poderá se transformar num mosaico de unidades de conservação. É essa a proposta apresentada pelo grupo de trabalho formado pelo governo federal para rever o projeto de ampliação do Parque Nacional de 71.525 para 200.000 hectares.

 

O mosaico seria formado pelo Parque Nacional, reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs) e áreas de proteção ambiental (APAs). O grupo propõe que os 200 mil hectares sejam mantidos como referência para definir essas áreas. E na prática propõe uma ampliação ainda maior da área protegida já que uma das APAs englobaria a nascente do rio Samburá, no município de Medeiros, considerada por alguns técnicos como a verdadeira nascente do rio São Francisco.  

 

O grupo de trabalho, criado pelo presidente Lula, foi constituído por representantes dos ministérios das Minas e Energia, Agricultura, Meio Ambiente e Casa Civil mais Ibama. A conclusão foi apresentada à comunidade da região da Canastra no último dia 9 de junho, em São Roque de Minas. Foram formados agora três grupos: um para definir o mosaico de unidades de conservação, outro para discutir a atuação das mineradoras e outro para elaborar um compromisso a ser assinado pelos proprietários da área ampliada do Parque. Esse compromisso, chamado de TAC, Termo de Ajuste de Conduta, tem a finalidade de regular as atividades dos proprietários para evitar ou minimizar o impacto ambiental na área protegida.

 


 

15-11-2005

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS PODE REVER AMPLIAÇÃO DO PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CANASTRA

Luciana Grilo

 

 

A Câmara dos Deputados poderá rever a ampliação do Parque Nacional da Serra da Canastra, proposta pelo Ibama no início do ano. Os deputados federais Carlos Melles (PFL) e Fernando Gabeira (PV), respectivamente presidente e relator de uma Comissão Externa da Câmara, estiveram na região no início de novembro para avaliar o impacto do novo Plano de Manejo publicada pelo Ibama que prevê a ampliação da área do Parque em 130 mil hectares.

 

A Comissão Externa foi criada em agosto deste ano, durante audiência pública da Câmara dos Deputados. Na ocasião, a Frente Popular em Defesa da Serra da Canastra, formada por produtores rurais, representantes de cooperativas, associações de moradores, prefeitos, vereadores, sindicatos e proprietários de terras, apresentou um documento, a Carta da Canastra e Nascente do Rio São Francisco apontando falhas jurídicas do Plano de Manejo e os problemas sócio-econômicos que a  ampliação pode provocar.

 

Seis municípios seriam atingidos pela ampliação: São Roque de Minas, Capitólio, Vargem Bonita, São João Batista do Glória, Delfinópolis e Sacramento. De acordo com o secretário municipal de meio ambiente de São Roque de Minas e presidente da Frente Popular, André Picardi, cerca de 1700 famílias podem ficar sem fonte de sustento, o que representaria mais de 7 mil pessoas desempregadas. “Nós não somos contra a conservação ambiental, nem contra a ampliação deste ou de qualquer outra Unidade de Conservação. O que não admitimos é que isso seja feito sem seguir rigorosamente o que está previsto em lei, ou seja: que a população local seja ouvida e que haja justa e prévia indenização”. Uma das idéias defendida pela Frente é manter como Parque Nacional somente a área atual, de 71.525 hectres, e a criação de uma área de uso sustentável no entorno.

 

O Parnacanastra foi criado em 1972, com limite original de 200 mil hectares. Depois, a área foi reduzida. Só trinta anos depois, o Ibama retomou a idéia do limite original, alegando que o decreto original ainda vale, o que é legalmente discutível, segundo as lideranças regionais.

Durante a visita na região da Serra da Canastra os deputados sobrevoaram o Parque e toda a área da possível ampliação. Carlos Melles ficou apenas um dia devido a compromissos em Brasília. Fernando Gabeira estendeu a visita por 3 dias e teve a oportunidade de um contato direto com moradores da região. “Foi importante porque eles conheceram uma comunidade que vive perfeitamente integrada ao meio ambiente há mais de 200 anos”, diz André Picardi. Fernando Gabeira comentou a visita à Serra da Canastra em artigo publicado no site dele e no jornal Folha de São Paulo. “As Montanhas do Futuro” é o título do artigo. “Aos poucos, vai se formando na minha cabeça uma consciência sobre a Canastra. É uma serra estratégica, um espaço de poder no século XXI pois daqui brotam as águas que vão para o Nordeste(São Francisco) e para o a formação do Paraná”, escreve Gabeira. “A ênfase é no berço das águas, mas tive a sensação, agora que baixei para os 700 m de altura, que percorri uma das regiões mais ricas em biodiversidade... Digo apenas que conheci um dos lugares mais impressionantes do Brasil”. A avaliação técnica da visita à região ainda não foi concluída. Um relatório está sendo elaborado pela Comissão Externa. 

 


 

05-06-2004

 

"ROTEIRO 100" LEVA TURISTAS DE ARAXÁ 

A SÃO JOÃO BATISTA

 

 

A Associação do Circuito da Canastra, em parceria com o Sebrae, lançou neste sábado a sinalização turística entre Araxá e São João Batista, distrito de São Roque de Minas situado em frente à portaria 2 do Parque Nacional da Serra da Canastra.

 

Sinalização no trecho entre Tapira e São João Batista

É o chamado Roteiro 100, uma referência à distância aproximada entre Araxá e São João (a distância exata é de 92 km). A sinalização resolve o principal problema enfrentado por quem queria conhecer a Serra da Canastra percorrendo o caminho mais curto a partir de Araxá: a desorientação, especialmente no trecho de estrada de terra. Agora, as placas de concreto trazem informações completas como distâncias, altitude e até coordenadas geográficas, além de mensagens relacionadas ao ecoturismo e ao meio ambiente.

 

A inauguração do Roteiro 100 começou na saída de Araxá, onde a primeira placa foi descerrada com a presença de autoridades, empresários do turismo e integrantes do Jipe Clube Serra da Canastra. Depois, o grupo saiu em caravana fazendo uma parada na cidade de Tapira. Além da sinalização, os 40 km de terra entre Tapira e São João Batista receberam melhoramentos no leito da estrada como a colocação de cascalho e a construção de saídas de água, exceto no trecho pertencente ao município de São Roque de Minas, nos últimos 10 km, onde há uma ponte em estado precário e muitos buracos. A caravana foi recebida com um almoço em São João Batista. O distrito recebeu também uma sinalização interna indicando a saída para os principais atrativos naturais e os pontos de encontro e serviços da comunidade, como a oficina mecânica, a casa de dona Coraci (comida caseira) e o Bar do Vicente.  

 

Estradas receberam melhoramentos

PASSEIO LEVE

O percurso do Roteiro 100 pode ser feito em uma tranqüila viagem de 2 horas. Mas é recomendável usar um veículo 4 x 4, especialmente no verão. Em alguns trechos, a estrada tem potencial para formar atoleiros e complicar o passeio. No trecho de asfalto vai até Tapira, a 52 quilômetros de Araxá. Depois de atravessar Tapira é que começam a terra e a parte mais interessante do roteiro: são 40 km de belas paisagens até São João Batista, sempre em altitudes superiores a 1000 metros e alguns trechos com verdadeiro sabor de aventura como a velha e mal conservada ponte sobre o rio Araguari. 

 

São João Batista da Serra da Canastra é um arraial de apenas 1100 moradores (incluindo zona rural) onde é preciso esquecer o conforto da cidade para entrar no clima: a única opção de hospedagem é a Pousada da Serra, não há restaurantes estruturados, nem farmácia ou posto de gasolina. Em compensação, sobram hospitalidade e atrações naturais: as cachoeiras mais próximas ficam a menos de 500 metros, uma de cada lado do povoado. E a entrada do Parque Nacional está logo ali, mil metros à frente. Através do Parque você pode conhecer a Cachoeira do Fundão, a 17 km, considerada uma das mais bonitas de toda a Serra da Canastra, e rodando um pouco mais, vai chegar à parte alta da Cachoeira Casca D´Anta (28 km) e à nascente do Rio São Francisco (35 km). Importante lembrar que para quem já chegou até a nascente do rio São Francisco, vale a pena conhecer e se hospedar em São Roque de Minas (14 km adiante), cidade com boa infra-estrutura e base para outros passeios importantes da Canastra, como a parte baixa da Cachoeira Casca D´Anta, a Reserva Natural da Cachoeira do Cerradão e o complexo de cachoeiras do Capão Forro. Ficando em São Roque de Minas, o visitante pode também praticar rapel, tirolesa, bóia-cross e arvorismo, atividades agendadas na agência Tamanduá Ecoturismo. 

Sinalização em São João Batista

 


 

29-05-2004

 

RPPN DO CERRADÃO RECEBE EMPREENDEDORES

 

Visitantes na RPPN do Cerradão

Visitantes de São João Batista do Glória na portaria da RPPN do Cerradão

Foto: Rafael Correa

 

Empresários do setor de turismo de São João Batista do Glória fizeram visita técnica à RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) da Cachoeira do Cerradão, em São Roque de Minas, com o objetivo de conhecer o empreendimento administrado pela Tamanduá Ecoturismo. A equipe coordenada pelas empresas Montesa Ecoturismo, Teema Expedições e Portal das Cachoeiras, percorreu a trilha interpretativa de espécies da flora do cerrado, conheceu de perto a cachoeira do Cerradão e teve uma entrevista com o proprietário da reserva, Anael de Souza. 

 

A idéia da visita surgiu durante as reuniões de discussão sobre a Lei de Normatização do Turismo de São João Batista do Glória. A expectativa dos organizadores é que a RPPN do Cerradão sirva como exemplo para futuras iniciativas na região do Glória. Os visitantes ficaram entusiasmados ao ver na prática como uma propriedade rural pode unir a atividade econômica com a preservação da natureza.

 

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Criação: 15/11/2003
Atualizada em 29/06/2006

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